Espera-se que as formações socialistas europeias tenham aprendido que alguns argumentos apresentados nos últimos tempos não colam, como o mito do fantasma do neoliberalismo.
Alguns socialistas europeus chegaram ao ponto de apresentar este argumento (do neoliberalismo), como o causador de todos os males, algo tão ridículo como o fantasma sempre agitado pelos comunistas do papão do capitalismo.
A Europa não padece, como nunca sofreu, de qualquer deriva neoliberal, mas é vítima, isso sim, de um vírus proteccionista, promovido e explorado pelas correntes de direita. E, por mais paradoxal que possa parecer, isso tem dado força às formações de direita e extrema-direita, como estas eleições europeias demonstraram.
Carlos Manuel Castro
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terça-feira, 9 de junho de 2009
terça-feira, 28 de abril de 2009
Para o PCP a Liberdade não é um direito
Vítor Mesquita, Luís Magalhães e Luís Rosa, dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (Sitava), estão a ser alvo de inquéritos internos instaurados pelo PCP, partido de que são militantes, por não terem apoiado a lista B nas eleições do Sitava que decorreram a 19 de Março.
Eis mais um exemplo de como se comporta o PCP, neste caso com os seus militantes, cerceando a Liberdade de escolha e opção pessoais, substituindo-se à consciência de cada pessoa.
Quando oiço algumas palavras do PCP de referência a atentados a direitos, liberdades e garantias, no concelho ou no País, seguramente só podem estar a falar da sua própria casa.
Carlos Manuel Castro
Eis mais um exemplo de como se comporta o PCP, neste caso com os seus militantes, cerceando a Liberdade de escolha e opção pessoais, substituindo-se à consciência de cada pessoa.
Quando oiço algumas palavras do PCP de referência a atentados a direitos, liberdades e garantias, no concelho ou no País, seguramente só podem estar a falar da sua própria casa.
Carlos Manuel Castro
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quarta-feira, 22 de abril de 2009
Febre laranja
Há uma expressão popular portuguesa que diz o seguinte: agora já a formiga tem catarro. Serve, de uma forma geral, para contestar a opinião de alguém que pela sua pouca idade ou experiência se arroga a falar de assuntos para os quais não está habilitado ou até estando, eventualmente, não parar um pouco para olhar para dentro da sua própria casa.O cabeça de lista do PSD às eleições europeias está neste naipe de "artistas", que depois de ter sido escolhido no meio da indecisão, da falta de consenso dentro do próprio partido, não escapando mesmo à ideia de que pode ter sido a escolha possível, veio já declarar que no PS, José Sócrates e Vital Moreira nãos e entendem na questão da recandidatura de Durão Barroso a presidente da Comissão Europeia, sugerindo inclusive um debate entre os dois. Este tipo de afirmações só pode partir de alguém pouco experiente, que não sabe o que diz ou então está a delirar com febre laranja. Creio que logo nesse mesmo dia, Luis Felipe Menezes, anterior presidente do PSD, veio a público declarar que no partido havia gente que se pudesse atirava Manuela Ferreira Leite pela janela.
Percebo o cabeça de lista do PSD. Este estado de espírito revelado pelo presidente da Câmara de Gaia, começa a interiorizar-se e a normalizar-se dentro PSD, gerando quase que um consenso crítico à volta da presidente do PPD/PSD.
Nós no PS, podemos ter ideias diferentes, mas temo-las. Nós, no PS temos um líder que pode não ter sempre razão, mas é líder. Já no PSD, Manuela Ferreira Leite a única coisa que lidera é insatisfação reinante no partido, ainda mais agudizada pela escolha de Paulo Rangel, nas eleições europeias. Eu sugeria ao cabeça de lista do PSD ao Parlamento Europeu um debate entre ele e a sua sombra: tipo o Paulo e o Rangel. Dá-me ideia que há aqui qualquer coisa que não liga.
João Freches
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segunda-feira, 20 de abril de 2009
Boys e Girls! Para quem utiliza a língua mais falada do mundo, deveria fazê-lo com correcção: Ladies and Gentlemen!
Passando das metáforas para as boas práticas com que me tenho regido em trinta anos de Administração Pública, o que será que incomoda mais: o espaço ou a missão?
Em se tratando do espaço, estamos perante a incoerência atroz, uma vez que o mesmo já foi cedido pela Sra. Presidente Dra. Susana Amador por diversas ocasiões e em diversas actividades desenvolvidas pela CDU e não só!
Quanto à distância ou proximidade das respectivas sedes dos Partidos em causa diferem de 50 a 100 metros!
Incoerência é a palavra certa, não querendo ser indelicada, para quem acusa só por acusar. Aqui não importa a “isenção”, pois está subjacente a “intenção”, aliás legítima da caça ao voto. Para a CDU tudo é mau desde que não seja em proveito próprio.
Relativamente à missão, temos o velho hiato: se fazemos é porque se faz se não fazemos, devíamos ter feito!
Atrevo-me a sugerir que sigam o exemplo de quem trabalha briosamente e mantém a mesma categoria de há nove anos atrás, porque nunca teve necessidade de se agregar a célula alguma para se impor como trabalhadora.
Termino com todo o respeito pelos meus colegas de trabalho comunistas, briosos e verdadeiramente trabalhadores, que tão bem sei que os há, com a certeza de que estes não serão afectados pelo núcleo de modo o poderem usufruir “isentamente” do tal espaço e importante missão.
Fernanda Ramos
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quinta-feira, 16 de abril de 2009
Boys e Girls… Olhe que não!..Olhe que não!
Ainda sou do tempo em que a vida laboral “isenta” dos trabalhadores era tratada no Centro de Trabalho do Partido Comunista, no Largo 4 de Outubro, em Loures. Não sendo este, com certeza, o espaço mais “isento” para o efeito, ao invés do local que agora é proposto pela Secção de Acção Sectorial do Partido Socialista do Município de Odivelas, numa sala dos Paços do Concelho: espaço esse sim, aberto a todos os trabalhadores da Câmara de Odivelas, onde se pretende que para se ser ouvido e considerado trabalhador não seja necessário adquirir determinados objectivos, tal como antigamente eram apresentados sub-repticiamente e que de seguida relembro:1º Ainda sou do tempo em que para se ser considerado trabalhador, começava por ter de comprar o Jornal do Avante;
2º Ainda sou do tempo que para ser considerado trabalhador, era recomendado tornar-se sócio do Stal-In;
3º Ainda sou do tempo em que para se ser considerado trabalhador, tinha de se contribuir para a reconstrução do Hotel Vitória;
4º E, ainda sou do tempo em que nos dias de greve fechavam as portas aos trabalhadores para os obrigar a aderir à greve.
Depois de ultrapassadas todas estas etapas, “totalmente isentas”, integradas na vida laboral, surgia a proposta para militante do PCP e, então, aí sim, estavam reunidas e cumpridas as exigências para se ser considerado trabalhador, privilégio aceite e adquirido por alguns, mas, como é óbvio, perdendo a sua independência.
Após adquirido este estatuto de trabalhador “exemplar” de forma “isenta”, participava-se então nos concursos de promoção profissional onde, nas entrevistas, para além do júri de concurso, estava também presente sempre um delegado sindical ou dirigente do Stal-In, de forma a poder garantir a “isenção” pretendida na desejada promoção. Felizmente, todos esses tempos já pertencem ao passado!
No tempo presente, sim, há e pode haver uma grande razão para que este atendimento, proposta pela Secção Sectorial do PS, seja realizado num espaço que é de todos e para todos, relembrando alguns e informando outros de um passado recente que, por um total marasmo, deixou o território de Odivelas estagnado por 20 anos, durante a gestão Comunista.
Felizmente, após 10 anos de gestão Socialista, já não é necessário ir de burro, mas sim de metro para Lisboa e onde não é necessário ultrapassar todas as etapas laborais “isentas”, atrás mencionadas, para se ser considerado alguém, livre.
Por último sim, há e pode haver outra grande razão, para fazer sentir que não foi em vão que qualquer trabalhador desta Câmara Municipal, contribuindo para o engrandecimento da terra onde nasceu, da terra onde reside ou somente, mas não menos importante, a terra onde trabalha, possa sentir-se alguém, sem que para isso lhe seja exigido ultrapassar etapas tão rigorosas, idóneas e “isentas”, mas de pouca ou nenhuma liberdade de expressão.
No que respeita à utilização de instalações municipais para receber os trabalhadores, compete também esclarecer que o Stal-in / PCP já possui instalações municipais cedidas pela Sr.ª Presidente da Câmara, Dra. Susana Amador, com carácter permanente, para puderem utilizar durante o tempo e forma que desejarem. Mas é de realçar que, pelo menos que se saiba, o último comício político efectuado pelo PCP, que contou com a presença do seu Secretário-Geral, teve lugar nas instalações do Edifício Polivalente de Odivelas, que são instalações da Junta de Freguesia de Odivelas, e que as instalações Municipais da Biblioteca D. Dinis, o Auditório do Edifício dos Paços de Concelho, o Auditório do CAELO, o Auditório do Centro de Exposições e outros, têm sido cedidos, sem qualquer obstáculo.
Como a célula de trabalhadores do PCP do Município de Odivelas sabe, ainda que não queira admitir, no nosso município, com o PS, e em especial com a Sra. Presidente Susana Amador, a dignidade e o respeito por todos, independentemente das suas opções, simpatias ou escolha, é uma garantia tão clara e evidente que só por má fé ou desatenção se quer fazer crer que há trabalhadores de primeira e de segunda.
Eu ainda sou do tempo em que trabalhava num meio com discriminações. Mas hoje, na Câmara de Odivelas, há respeito e consideração por todos.
Luís Filipe Duarte
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terça-feira, 14 de abril de 2009
Os sem memória
No caso da CDU, ou melhor do PCP, chega a ser hilariante. Para os comunistas Odivelas só tem 4 anos. Sim, porque nos outros 6, também se sentaram à mesa do poder. É um hiato que querem à força apagar. Impossível esquecer é mesmo o que os comunistas fizeram durante o tempo em que Loures reinava. Eu disse fizeram, mas o verbo não é esse: Desfizeram, desfiguraram e desqualificaram. É política dos três D`s dos comunistas que levou a que os Odivelenses escolhessem a partir de 98 outra força política mais capaz.
O Partido Socialista já se habituou a ter as costas largas e não enjeita responsabilidades. O povo nem sempre nutre muita estima pela a acção de alguns políticos mas não é, e ao contrário do que muitos afirmam, uma entidade pouco culta ou preparada. Na hora certa os cidadãos, em consciência, sabem quem os pode liderar, numa democracia cada vez mais exigente, que não se compadece apenas com boas vontades, carolice e alguma inteligência típica de lata de conservas, que de tão apertadinha até atrofia o mais elementar bom senso.
Resumindo: já que a CDU e o PSD olham para Odivelas como se não tivessem feito parte da construção do concelho, apenas diminuindo e denegrindo a acção do principal partido, resta ao PS reclamar a maior fatia em prol do desenvolvimento do concelho nestes últimos anos. E como foi bastante, basta olhar à volta, os socialistas devem orgulhar-se do trabalho realizado, não se acomodarem à sombra dos louros e continuarem a trabalhar por uma Odivelas ainda mais justa, moderna e competitiva. Os odivelenses agradecem.
João Freches
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quinta-feira, 2 de abril de 2009
Padrão errado
É, também, comum dizer-se que o desemprego atinge, duramente, os que já ultrapassaram a barreira dos 40 anos. Isto porque assumiram mais responsabilidades perante a vida, tendo a seu cargo despesas adicionais e essenciais para viver ou em alguns casos para sobreviver.
Além disso, devido ao modelo de sociedade em que vivemos, torna-se injustamente mais difícil conseguir trabalho nessa idade do que na casa dos 20 ou 30 anos. Que também já as sentem. Creio, portanto, que aqui é que está o cerne da questão. O mercado, nos nossos dias, prefere gente mais nova para lugares que à partida seriam, de certeza, desempenhados com mais sabedoria e conhecimento por trabalhadores com mais idade. A questão não está, pois, em “desprezar” a juventude, que naturalmente fará o seu caminho, mas sim em respeitar quem merece ser valorizado, independentemente da idade de cada um.
No meu entender, o desemprego de longa duração, sobretudo, numa idade já mais avançada da vida torna-se num problema a triplicar: primeiro porque se fica sem trabalho, segundo, devido à idade, é mais complicado voltar ao mercado, e, terceiro, porque o actual modelo de sociedade permite que pessoas, na plenitude das suas funções, capazes de fornecer mais valias em diversos postos de trabalho, sejam colocadas à margem, contribuindo para o empobrecimento do tecido empresarial e, simultaneamente, do próprio País.
João Freches
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sexta-feira, 20 de março de 2009
Célula do PCP de Odivelas quer enganar trabalhadores da Câmara Municipal de Odivelas
As manifestações e as greves são formas de luta legítimas na defesa dos direitos dos trabalhadores, mas que não devem ser utilizadas de ânimo leve.
Num momento em que foram negociadas e acordadas com o Governo matérias tão importantes para a vida dos trabalhadores, como a convergência com o regime da Segurança Social, no que diz respeito à protecção na parentalidade, em termos da maternidade, paternidade e adopção, não seria coerente recorrer a um recurso legítimo, mas último, única e simplesmente para marcar a agenda política partidária, como aconteceu na passada sexta-feira, dia 13 de Março.
É, por isso, que a notícia da célula do PCP da Câmara de Odivelas é falsa, quando refere a “forte presença na manifestação dos trabalhadores da Câmara de Odivelas”, pois apenas 7% dos trabalhadores da Câmara fizeram greve.
Resta saber, se destes 7% todos participaram na manifestação. Ou se esta apenas serviu a “lógica da ponte do fim-de-semana”. Como já vem sendo hábito da CGTP, as manifestações convocadas por esta Central Sindical, para uma segunda ou para uma sexta-feira, apenas pretendem capitalizar ausências de trabalhadores que de outro modo não teriam.
É de salientar que a célula dos trabalhadores do PCP da Câmara de Odivelas sabe, ainda que não admita, que mais de 90% dos trabalhadores da Câmara de Odivelas trabalhou no dia da greve e não se deixam enganar por estas manobras de propaganda político-partidária.
Luís Filipe Duarte
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quarta-feira, 11 de março de 2009
Odivelas em boas mãos
Inquestionável, do meu ponto de vista, é que o PS detém em Odivelas os melhores quadros quando comparado com outras forças políticas que, com imensas dificuldades de capacidade, apenas sabem dizer mal do projecto do PS.
Já reparou que a CDU, por exemplo, só faz oposição a granel. Não é sustentada, direccionada ou baseada num projecto alternativo.
E que tal construir um projecto a sério para apresentar aos Odivelenses?
Não é menos verdade que actual Presidente de Câmara, Susana Amador, é sem, sombra de dúvida, uma pessoa que demonstra capacidade de análise e está empenhada em responder bem à realidade. As soluções que apresenta e a visão de futuro que tem do Concelho não são comparáveis com mais nenhum outro político local.
A nível nacional, o PS é, e continuará a ser, a “Força da Mudança”. Em Odivelas, a essa força junta-se uma outra: a Força do carácter da sua Presidente, aspecto do qual muitos políticos são acusados de não ter mas que em Susana Amador é uma marca que não se apaga e é sinónimo de que este Concelho está, e estará, bem defendido em todas as frentes.
Os trabalhadores desta autarquia estão habituados ao respeito e à dignidade e não iriam perdoar alguém que os quisesse conduzir com prepotência, arrogância e insensatez.
Enquanto Susana Amador governar este Concelho, algo que irá acontecer durante os próximos anos, os trabalhadores sabem que tem alguém que os defende intransigentemente, a si e aos interesses do Concelho, mas que, simultaneamente, é a primeira a sair em defesa de mais justiça social, solidariedade e integração social. Mas é assim porque não podia ser de outra maneira. Em Susana Amador estas características não se adquirem conforme as conveniências, são genéticas. É como o ar que respiramos.
João Freches
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